Dando continuidade aos investimentos para modernizar a malha viária da capital, o governo do Estado entregou neste sábado (17) as obras de reforma do Elevado da Cohama. O viaduto passou por uma recuperação estrutural completa, com serviços de reforço, conservação e manutenção. Foram recuperadas 70 vigas metálicas, totalizando aproximadamente 1.741 metros lineares de estruturas.

Inaugurado em 11 de dezembro de 1998, o Complexo Viário da Cohama é uma das principais vias de São Luís e recebe diariamente um grande fluxo de veículos. Ao longo de quase 28 anos, a estrutura sofreu os efeitos do tempo, da maresia, das chuvas e do tráfego intenso, apresentando problemas como fissuras, rachaduras, desgaste do concreto, infiltrações e corrosão das estruturas metálicas.

Para evitar o agravamento dos problemas, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), executou a recuperação estrutural completa, com serviços de reforço, conservação e manutenção, buscando aumentar a segurança e a durabilidade do complexo viário gerando melhores condições de uso para todos que trafegam pelo local.

“Nessa obra de reestruturação do Elevado da Cohama recuperamos vigas, cuidamos das fissuras e dos pilares para garantir segurança às pessoas que passam por aqui. Além disso, implantamos um novo paisagismo e iluminação e ainda abrimos espaço para que nossos artistas locais possam expressar, por meio da arte, as nossas paisagens, a nossa cultura e as nossas tradições”, destaca o governador Carlos Brandão.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Aparício Bandeira, explica que a recuperação do elevado foi feita usando todas as técnicas necessárias de recuperação de uma estrutura deste porte. “Foi executada a recuperação estrutural do elevado todo, desde a iluminação, todos os pilares e vigas, e outros detalhes importantes. É uma obra que foi inaugurada há 28 anos, portanto, precisava de uma intervenção minuciosa. É uma obra que, além de dar boa fluidez ao tráfego dessa região, também serve como um novo cartão-postal dessa região aqui da Cohama”, detalhou.

Reforço de 2,2km de estruturas metálicas

O reforço estrutural contemplou os 11 eixos do viaduto, com intervenções em pilares e vigas berço. Foram recuperadas 70 vigas metálicas, totalizando aproximadamente 1.740,50 metros lineares de estruturas. Na região inferior foram contemplados 12 pilares metálicos e 28 vigas metálicas, totalizando aproximadamente 547,00 metros lineares de elementos recuperados. Somadas, as intervenções alcançaram aproximadamente 2.287,50 metros lineares de estruturas metálicas.

O tratamento das estruturas metálicas foi feito através da pintura epóxi de proteção, a fim de garantir uma vida útil maior às estruturas metálicas. Trata-se de um sistema técnico de conservação e proteção da estrutura, distinto das pinturas artísticas executadas na etapa final da requalificação.

Foi feita a limpeza, avaliação e tratamento das barras de aço já incorporadas aos elementos estruturais do viaduto, a instalação de novas barras e malhas de aço, de acordo com a necessidade de reforço dos elementos, além do preenchimento e recomposição das áreas de intervenção com material de elevada resistência.

Além dos elementos de concreto armado, o complexo possui um conjunto expressivo de estruturas metálicas que também passou por recuperação. Os serviços abrangeram longarinas da parte superior, além de pilares e vigas metálicas localizados na região inferior do viaduto. 

Novo paisagismo

Foram feitos também serviços de acabamento, como nova iluminação, paisagismo e intervenções artísticas incorporadas ao projeto, como parte da requalificação urbana do Complexo Viário da Cohama.

Os 36 painéis foram executados em superfícies previamente recuperadas e preparadas, transformando elementos de infraestrutura em suportes de comunicação visual e valorização cultural, criando um novo cartão postal em São Luís. Os temas presentes nas pinturas dialogam com referências culturais, paisagens, manifestações populares e elementos da identidade maranhense, contribuindo para uma nova percepção do espaço urbano e para a humanização da área sob o viaduto.