Carlos Brandão

Governador do Maranhão

Recebemos com satisfação a notícia de que o Maranhão foi apontado pelo G1 como o estado do Nordeste cujo governo mais cumpriu as promessas apresentadas na campanha de 2022. Somos, ainda, o quarto colocado em todo o país. É um reconhecimento importante, afinal, quando um candidato apresenta um programa de governo, ele assume um compromisso público. Honrar essa palavra é uma demonstração de respeito ao eleitor e de responsabilidade com a democracia.

Mas a notícia também nos levou a uma reflexão: será que um governo pode ser avaliado apenas pelo número de promessas que cumpriu?

Penso que não. Ao longo da vida pública, aprendemos que existe uma diferença importante entre administrar um mandato e governar um estado. A campanha eleitoral produz um plano. O exercício do governo exige algo maior: capacidade de interpretar a realidade e tomar decisões diante de circunstâncias que ninguém foi capaz de prever.

É assim em qualquer lugar do mundo. Nenhum programa de governo consegue antecipar uma crise econômica, uma estiagem prolongada, uma enchente, uma mudança no cenário internacional, uma nova demanda da população ou uma oportunidade inesperada de investimento. O papel do governante não é apenas seguir um roteiro. É manter a direção sem perder a capacidade de responder ao presente.

Por isso, para nós, cumprir promessas é apenas o primeiro compromisso de um bom governo. O desafio verdadeiro é fazer aquilo que a realidade passa a exigir depois que a eleição termina, no dia a dia.

É esse entendimento que adotamos no Maranhão. O levantamento mostra que 63% das propostas apresentadas em 2022 já foram integralmente executadas. As demais seguem em andamento, porque entendemos que compromisso assumido não se abandona. Trabalha-se para cumpri-lo.

É essa compreensão que vem marcando nossa gestão. Ao longo do nosso mandato, o Maranhão não apenas executou compromissos assumidos nas urnas. Também consolidamos uma forma de governar que parte de uma convicção simples: quem governa não administra apenas números. Administra vidas. É isso que move nossos programas.

 

O Maranhão Livre da Fome, por exemplo, não é apenas uma ação: é a vida de mais de um milhão de pessoas que saíram da extrema pobreza. É a certeza de que mães, pais e crianças terão um prato na mesa. É por isso que ampliamos, com orgulho, a maior rede de Restaurantes Populares da América Latina – hoje presente em 201 cidades, com 228 unidades -, para que a comida chegue onde o carinho e o cuidado são mais necessários.

 

Ao mesmo tempo, investimos em inclusão produtiva, para que as pessoas possam ganhar seu próprio sustento. É geração de emprego e renda acontecendo.

Em muitos casos, aceleramos projetos que surgiram a partir da escuta popular, através do Orçamento Participativo e das demandas apresentadas pelos prefeitos, pelas lideranças comunitárias e pela própria população durante nossas viagens pelo Maranhão afora. O municipalismo sempre esteve presente.

Quem governa um estado aprende rapidamente que a realidade nunca cabe inteira em um plano de governo. É justamente por isso que sempre procuramos estar presente nos municípios. Não apenas para inaugurar obras, mas também para ouvir.

Governar exige planejamento, sem dúvida. Mas exige também disposição para corrigir rumos, estabelecer novas prioridades e reconhecer que as melhores decisões nem sempre são aquelas imaginadas durante a campanha.

Recebemos o reconhecimento divulgado pelo G1 com gratidão. Ele demonstra que o Maranhão tem um governo que leva a sério a palavra empenhada. Mas esperamos que, ao final deste mandato, nosso trabalho seja lembrado por algo ainda mais importante. Não simplesmente pelo número de compromissos cumpridos, mas pela confiança construída, pelas oportunidades criadas, pelas vidas que conseguimos melhorar.

Porque, no fim das contas, é isso que permanece. Promessas fazem parte da política. O legado é o que faz parte da história.