O Governo do Maranhão deu início a uma nova etapa da Operação Forças Integradas, com foco em ações de prevenção e proteção na Grande São Luís. A ofensiva tem como alvo principal o combate à criminalidade, com ênfase no enfrentamento rigoroso ao crime organizado e às facções criminosas. Mais de 250 policiais estão mobilizados para as atividades que teve o ato de partida no Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau, nesta quarta-feira (2).
O governador Carlos Brandão acompanhou o primeiro ato da operação e destacou o compromisso da gestão estadual no combate à criminalidade e na garantia da paz. Ele lembrou que ao longo dos últimos anos foram feitos vários investimentos na segurança pública e as várias operações em curso buscam asfixiar as organizações criminosas.
“Temos feito constantemente essas operações. É uma medida preventiva que fazemos para dar segurança à sociedade. Um forte trabalho no sentido de evitar que o crime se instale no estado e temos conseguido grandes avanços com abordagens, utilização de inteligência e blitzen. Todas essas ações são muito importantes. É uma determinação do nosso governo o enfrentamento ao crime para garantir a tranquilidade e a segurança do povo maranhense”, observou.
A estratégia central da operação é o rompimento da atuação isolada das instituições. Para isso, o planejamento integra policiamento ostensivo, investigação, inteligência e o uso de tecnologias avançadas. O direcionamento do efetivo ocorre de forma estratégica, priorizando regiões identificadas como mais sensíveis, a partir do mapeamento de dados estatísticos sobre ocorrências policiais.
Segundo a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, a operação tem contado com um amplo contingente, formado pela Polícia Militar do Maranhão (PMMA), Polícia Civil (PCMA), Corpo de Bombeiros (CBMMA), Centro Tático Aéreo (CTA), Centro de Inteligência de Segurança Pública (CISP), Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), Perícia Oficial, Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e diversas unidades especializadas.
“O principal objetivo da nossa operação é reunir todas as forças de segurança de forma integrada para combater a criminalidade, as facções criminosas e dar tranquilidade à população. Todo esse reforço é para deixar um recado bem firme para o criminoso: aqui não existe espaço para ele. Quem marca território é a população e a polícia. Toda a Grande Ilha terá operações distribuídas com barreiras, incursões nos bairros e em estabelecimentos comerciais. Essa operação não tem início nem fim, é permanente e diuturna”, frisou.
Ações Integradas
Essa articulação também atua como um eixo estratégico que abriga e potencializa outras operações deflagradas pelas forças de segurança. O delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros Neto, explica que a Operação Forças Integradas também contribui para a identificação e localização de pessoas com mandados de prisão ou outras restrições judiciais e que a integração dos vários órgãos de segurança otimiza as atividades.
“A Polícia Civil apoiará o sistema fazendo fiscalizações em bares, nas ruas, auxiliando na checagem de identidade de pessoas e eventuais cumprimentos de mandado de prisão de pessoas que estejam sendo procuradas pela Justiça. As prioridades estão estabelecidas na área Leste, onde se concentram os índices criminais de maior relevância, no entanto, temos uma estratégia em vários pontos, com policiamento mais intenso, observou.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, destacou que esse trabalho integrado, especialmente com a Polícia Civil, permite avançar nas ações preventivas. Ele ressaltou que a partir desse trabalho há um impacto direto na prevenção de homicídios, roubos, furtos, combate ao tráfico de drogas, porte ilegal de armas e demais crimes de maior impacto.
“Em estabelecimentos comerciais verificamos se tem irregularidade, às vezes é um comércio que funciona como bar e isso atrai pessoas e pode gerar ocorrências. Na operação, a Polícia Militar e a Civil fazem abordagens, além das barreiras, revista de veículos e incursões nos bairros com apoio de drones. Nós utilizamos os drones em locais mais abertos para ver uma movimentação suspeita e fazer a incursão da Polícia Militar com a Polícia Civil”, detalhou.
Todo esse trabalho conta com o aparato do Centro Tático Aéreo (CTA) que auxilia nos casos de busca ou perseguições. O chefe de Operações do CTA, major Marcelo Serpa, explicou que as aeronaves são empregadas especialmente nas regiões de alto nível de ocorrências da mancha criminal.
“O CTA otimiza as ações com uma visão privilegiada, conseguindo passar com clareza, através do nosso sistema de rádio, informações para as viaturas no solo. Contribuímos com as incursões, as barreiras e as abordagens, e conseguimos ter essa visão privilegiada até mesmo em situações de fuga ou evasão de um suspeito em uma área de mato onde a viatura não tem visibilidade”, relatou.
Interiorização
Como o objetivo da operação é sufocar a criminalidade, além da Grande São Luís, a operação já teve etapas em outras regiões, como a Baixada Maranhense, a região de Balsas, Imperatriz, Caxias e Timon. Não existe um período específico para o término das ações, o objetivo é manter o trabalho de forma permanente, ampliando as ações das forças de segurança e reforçando as demais operações em curso.
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