Carlos Brandão

Governador do Maranhão

Sempre defendi que governar é, antes de tudo, cuidar das pessoas. E cuidar bem exige olhar para o presente sem perder de vista o que queremos construir para as próximas gerações.

É por isso que investir em ciência, pesquisa e inovação, em nosso governo, foi uma decisão de futuro. Cada recurso destinado à Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) representa a confiança de que o conhecimento produzido no Maranhão pode encontrar respostas para problemas reais e melhorar a vida de quem vive aqui.

E quando alcançamos resultados para além dos esperados, temos mesmo que celebrar. Desde 2023, a FAPEMA vem ampliando sua atuação, fortalecendo a formação de pesquisadores, estimulando a inovação, aproximando universidades, empresas e governo e direcionando, cada vez mais, a pesquisa para os desafios concretos do nosso estado.

Essa mudança está alinhada ao Maranhão 2050, porque um projeto de desenvolvimento de longo prazo precisa ter conhecimento, planejamento e capacidade de inovar.

Os números mostram a dimensão desse avanço. Entre 2023 e 2025, os investimentos nas quatro linhas de atuação da FAPEMA (Mais Ciência, Mais Inovação, Mais Qualificação e Popularização da Ciência) cresceram de forma expressiva, chegando a mais de R$ 75 milhões em 2025.

Mas o olhar técnico que damos aos números é o que menos nos encanta. Afinal, por trás de uma bolsa de pesquisa, existe um jovem que encontra uma oportunidade; um projeto de inovação do qual pode surgir uma solução capaz de mudar a realidade de uma comunidade; uma pesquisa na área da saúde com o poder de preservar vidas.

É este o sentido do tratamento que damos à ciência: usar o conhecimento para cuidar melhor das pessoas.

O Edital Maranhão 2050 traduz bem essa visão. Com R$ 10 milhões destinados a 71 projetos, a iniciativa aproximou a produção científica das necessidades concretas do Estado, priorizando soluções capazes de melhorar a qualidade de vida, especialmente de populações em situação de vulnerabilidade.

Enfrentamos desafios árduos, diários, enquanto preparamos o Maranhão para uma nova onda de progresso. E sabemos que o desenvolvimento que queremos não se constrói apenas com estradas, portos, hospitais e escolas. Ele também nasce nos laboratórios, nas universidades, nos centros de pesquisa, nas empresas inovadoras e, sobretudo, da dedicação e inteligência dos nossos pesquisadores.

Acreditamos que um estado desenvolvido é aquele que produz conhecimento, com a capacidade de transformar cenários em favor das pessoas, seja nas grandes cidades, no campo ou nas comunidades tradicionais. O que buscamos é um Maranhão com cada vez mais oportunidades e, principalmente, justiça social.