Carlos Brandão

Governador do Maranhão

Em nossa existência, há momentos que se eternizam. Ter me tornado pai é um deles. Lethicia e Gabriel chegaram para dar um novo sentido à minha vida. Não tenho receio algum de dizer que ser pai superou qualquer sentimento que eu pudesse imaginar. E, isso, em todos os sentidos: na alegria, na dor, na saudade, no cuidado, no orgulho e, sobretudo, no amor. Porque ser pai, por tudo que aprendi com meu querido pai, é muito mais do que entrega. É uma doação completa e imensurável, cujo único retorno que esperamos é a felicidade dos nossos filhos.

Neste Dia dos Pais, quero prestar minha homenagem ao meu pai, Carlos Orleans Brandão, e a todos os homens que, assim como ele, entendem que ser pai vai muito além de prover. É educar, orientar, proteger e, sobretudo, estar presente.

No mundo de hoje, vivemos cercados por telas, informações e estímulos o tempo inteiro. Tudo acontece muito rápido, e isso também dificulta nossa capacidade de absorver, escolher e até mesmo estabelecer limites.

Temos o mundo a poucos toques, com conteúdos que nem sempre contribuem para uma boa formação. Em meio a toda essa evolução, estar presente se tornou ainda mais importante.

E não é apenas sobre morar na mesma casa. O que importa é o tempo que dedicamos à escuta, a um abraço, a um conselho na hora certa, ao encontro diário da família em torno da mesa. É dentro de casa, na convivência, que nossos filhos aprendem muito do que vão levar para a vida.

Foi assim que aprendi com meu pai. É verdade que eram outros tempos. Mas a essência continua a mesma. Os valores continuam sendo o que realmente importa.

Respeito, responsabilidade e solidariedade são ensinamentos que aparecem nas atitudes, na maneira como tratamos as pessoas, na forma como enfrentamos as dificuldades e, principalmente, no exemplo que damos aos nossos filhos.

Em minhas viagens pelo estado, tenho conhecido histórias reais de pais dedicados e comprometidos em garantir um futuro melhor para seus filhos.

Lembro bem de uma conversa que tive com um pai que, todos os dias, levanta às quatro da manhã para cuidar de sua horta e levar o que produz para vender no mercado da cidade.

Recordo também do orgulho em seus olhos quando nos contou que o filho estava realizando um sonho de toda a família: ser o primeiro a chegar ao ensino superior. Estudante da UEMA, o garoto sempre ajudou o pai. Conhece de perto aquele esforço diário. Mas também entendeu que todo aquele trabalho poderia abrir um caminho diferente para a sua vida, e decidiu ir atrás desse sonho.

É sobre isso que quero provocar essa reflexão. Um pai que está por perto ajuda o filho a ganhar confiança, a entender que os desafios fazem parte da vida e que é possível enfrentá-los com coragem. Mais do que isso: mostra, pelo exemplo, que vale a pena lutar pelos próprios objetivos. E dá sua vida por isso, se for preciso.

Acredito muito na força da família e no papel que ela desempenha na construção de dias melhores para toda a sociedade. Por isso, desde o primeiro dia do nosso governo, decidimos trabalhar pelas pessoas.

Trabalhar pelo cuidado, quando investimos em educação, ampliamos o acesso à saúde e fortalecemos o nosso sistema de segurança. Trabalhar pela dignidade, quando transformamos o estado em um dos que mais empregam no Nordeste.

Trabalhar para que as oportunidades cheguem a todos, quando levamos obras e ações a todas as cidades maranhenses. Porque, no fim das contas, tudo isso tem relação com a possibilidade de um pai e de uma mãe olharem para seus filhos e enxergarem um caminho com cada vez mais qualidade de vida.

Neste dia especial, desejo que aqueles filhos que ainda convivem com seus pais conversem, abracem, digam um “muito obrigado” e guardem esses momentos. Que não deixem nada disso para depois. Porque o tempo passa depressa demais.

O amor, os ensinamentos e o exemplo de um pai permanecem por toda a vida. E é nesse legado, construído dentro de casa, que também ajudamos a construir o futuro do Maranhão.